Uma verdade dolorida
está a uma letra
de tornar-se colorida
05 novembre, 2012
01 novembre, 2012
"é também só e sem ninho que a águia voa rumo ao sol" (Khalil Gibran)
Quando ele chegou de viagem
ao vilarejo onde havia nascido
pôde ao longe saber do mar
e das coisas outras
que se havia esquecido.
As portas de seu peito
longamente
foram se abrindo,
tinha braços virtuosos,
vestia a liberdade
em trapos.
Ouviu chamarem o seu nome
de campo a campo,
e uns e outros, em romaria,
pediam para que falasse
sobre a morte
que o quisera.
Algumas coisas
ele expressava em palavras,
mas muitas outras descansavam
- inexpressadas -
em seu coração.
O peregrino
então cerrou os olhos
e honrou o silêncio em sua alma,
divinamente, com
singeleza.
Aos desapercebidos era o mesmo,
mas seus olhos não escondiam
tinha olhos de céu
olhos de mar
olhos de pássaros
olhos de vagalumes cintilantes.
Quando ele chegou de viagem
ao vilarejo onde havia nascido
pôde ao longe saber do mar
e das coisas outras
que se havia esquecido.
As portas de seu peito
longamente
foram se abrindo,
tinha braços virtuosos,
vestia a liberdade
em trapos.
Ouviu chamarem o seu nome
de campo a campo,
e uns e outros, em romaria,
pediam para que falasse
sobre a morte
que o quisera.
Algumas coisas
ele expressava em palavras,
mas muitas outras descansavam
- inexpressadas -
em seu coração.
O peregrino
então cerrou os olhos
e honrou o silêncio em sua alma,
divinamente, com
singeleza.
Aos desapercebidos era o mesmo,
mas seus olhos não escondiam
tinha olhos de céu
olhos de mar
olhos de pássaros
olhos de vagalumes cintilantes.
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