"é também só e sem ninho que a águia voa rumo ao sol" (Khalil Gibran)
Quando ele chegou de viagem
ao vilarejo onde havia nascido
pôde ao longe saber do mar
e das coisas outras
que se havia esquecido.
As portas de seu peito
longamente
foram se abrindo,
tinha braços virtuosos,
vestia a liberdade
em trapos.
Ouviu chamarem o seu nome
de campo a campo,
e uns e outros, em romaria,
pediam para que falasse
sobre a morte
que o quisera.
Algumas coisas
ele expressava em palavras,
mas muitas outras descansavam
- inexpressadas -
em seu coração.
O peregrino
então cerrou os olhos
e honrou o silêncio em sua alma,
divinamente, com
singeleza.
Aos desapercebidos era o mesmo,
mas seus olhos não escondiam
tinha olhos de céu
olhos de mar
olhos de pássaros
olhos de vagalumes cintilantes.
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